O nome deste capítulo é uma singela homenagem à Diderot* e d`Alembert, que, na época do Iluminismo*, criaram a “Encyclopédie”, visando agrupar todo o saber humano racional disponível até a época.
1848: neste ano, a Europa estremeceu sob uma série de revoluções populares, influenciadas pelo espírito da Revolução Francesa. Em 1848, novamente se iniciou na França, derrubando a monarquia e criando a Segunda República – ironicamente, vence as eleições Napoleão III*, que tinha as mesmas pretensões de concentrar o poder queseu tio Napoleão*. Em 1848 houve agitação também na Alemanha, Áustria, Hungria, Itália (o Papa teve que fugir)... Algumas foram parcialmente bem-suscedidas, outras não.
Arcimboldo, Giuseppe (1527 – 1593): pintor italiano. Suas composições mais famosas são quadros onde, com uma combinação de várias frutas, legumes ou animais, criava rostos humanos.
Art Nouveau: comprrende o período de, aproximadamente, 1895 até a década de 1920. Era uma reação ao severo estilo que o precedia. Teve uma repercussão imediata especialmente nas “ates aplicadas” (como: móveis, artesanato em vidro, jóias, papéis de parede, cerâmica, azulejos, cartazes). Caracteriza-se por linhas curvas, assimétricas, sem muitos detalhes rebuscados, cores pastéis, temáticas florais ou femininas.
Balzac
Barroca, arte: floresceu na Europa nos séculos XVII e XVIII, caracterizada pela grandiosidade, a emotividade, e o predimínio de temas religiosos.
Baudelaire (1821 – 1867): poeta francês. Por seu livro mais famoso, “As flores do mal”, foi processado por atentado à moral. Trazia uma certa rebelião contra Deus e uma elegia à morte. Em vida não obteve muito sucesso, gastava muito, geralmente com inutilidades - era um apologista do “dândismo”... Mas hoje é considerado um dos principais nomes da poesia mundial. Club des haschichins
Berlioz, Louis-Hector (1803 – 1869): compositor de música clássica, francês.
Bosch (1450 – 1516): pintor holandês pinturas quase surreais retratando as tentações e o Inferno. Era católico ortodoxo, mas suas pinturas eram tão incomuns que foi chamado algum tempo depois de herege.
Brancusi (1876 – 1957): artista romeno que mudou-se para Paris. Deixou toda sua obra para o governo, na condição que seu ateliê fosse reconstruído com exatidão.
Braque (1882 – 1963): artista francês. Um grande nome do Cubismo*, mas foi eclipsado por Picasso*.
Breton, André (1896 – 1966): escritor francês, um dos expoentes do surrealismo*. Seu livro mais conhecido é “Nadja”.
Camille Claudel (1864 – 1943): escultora francesa, amante de Rodin*. V. “Idéia H: Rodin e Claudel”.
Camus (1913 – 1960): filósofo francês. V. “Idéia J: existencialismo”.
Caravaggio (1573 – 1610): seu nome, na verdade, é Michelangelo Merisi, mas adotou este apelido por ter nascido em Caravaggio, uma cidade italiana. Famoso por suas obras religiosas, marcadas pelo contraste claro/escuro, e pela “humanização” das figuras bíblicas. Foi um dos precursores das naturezas-mortas (pinturas que representam objetos, e não pessoas). Escandalizou ao pintar um Baco (deus grego do vinho) com ares hermafroditas. Teve uma vida bastante conturbada. Em 1606, assassinou um nobre (antes, já havia se envolvido em várias brigas).
Cézanne (1839 – 1906): pintor francês impressionista*. V. “Idéia G – Torre Eiffel, impressionismo).
Chagall
Chanel
Chopin, Fryderyk (1810 – 1849): pianista e compositor polonês. Mudou-se para Paris aos 21 anos.
Classicismo: arte grega e romana antiga, caracterizada por uma representação fiel à cores e proporções das figuras retratadas, mas com certo exagero na dramaticidade das cenas. O neoclassicismo é o resgate destes padrões em épocas posteriores (em especial, no Renascimento*).
Cocteau, Jean (1880 – 1963): escritor francês de poesias, peças de teatro, romances (“Os filhos terríveis”) e mesmo filmes.
Colette (1873 – 1954): romancista francesa, que descreveu com clareza as fases do amor.
Colunas coríntia, dórica e jônica: a arquitetura grega tinha seu ápice nos templos. As colunas seguiam diferentes estilos: a dórica mais curta e grossa, com um capitel (topo) simples; a jônica com capitéis arredondados e a coríntia com os capitéis mais rebuscados, mais trabalhados.
Comuna de Paris: durou de 15 de março à 26 de maio de 1871. Foi um governo revolucionário, união da classe média com a operária, que queriam que o país continuasse a guerra com a Prússia e exigiam a independência de Paris. O governo anterior abafou a revolta, solicitando ao exército prussiano que libertasse os militares franceses prisioneiros de guerra, e então bombardeando a cidade, que tentou bravamente resistir. Houveram mais de 10 000 mortes e 70 000 deportações (!) para a Guiana.
Corbusier
Coubert, Gustave (1819 – 1877): pintor francês. A data em que organizou o Salão dos Recusados, uma mostra paralela Exposição Universal* de Paris, 1855, é considerada por alguns o marco do pré-Modernismo*. O evento atraiu grande quantidade de pessoas, porém elas ridicularizavam as obras. Sua obra mais famosa (e escandalosa) é “A origem do mundo”. ver
Cubismo
Curie
da Vinci, Leonardo (1452 – 1519): pintor italiano da época do Renascimento. (v. cap. “Idéia C – A Monalisa”).
Dadaísmo: uma das formas que assumiu o modernismo*. Uma maneira quase aleatória de se fazer arte, misturando-se ao acaso cores, formas, palavras... O próprio nome “Dadá” não tem algum sentido, e era quase uma “anti-arte”, com sua “poesia do absurdo” ou a música feita de ruídos. Destaca-se o francês Marcel Duchamp (1887 – 1968), que retirava objetos do cotidiano e colocava em galerias, como um vaso sanitário, por exemplo, e simplesmente assinava. Dizia que tanto importava quem construíu o objeto, o que interessava é que ele, artista, é que chamou de objeto de arte.
De Gaule famoso apelo em 1940; qdo a guerra acabou, estava exilado na nglaterra
Dalí, Salvador (1904 – 1989): pintor espanhol, que viveu na França, é uma das figuras mais conhecidas do surrealismo. V. “Idéia M – Montmartre”.
Degas, Hilaire Germain Edgar (1834 – 1917): pintor francês, do Impressionismo*. Ver.....
Delacroix, Ferdinand-Victor Eugène (1798 – 1863): pintor francês, grande representante do Romantismo*. Pintou mais de 800 telas, Concorria, esteticamente, à sua época, com Ingres*.
Diderot (1713 –1784): com d`Alembert, fez a “Encyclopédie”, buscando a troca das crenças religiosas pela razão. Era ateu. Por criticar o Antigo Regime, acabou preso por alguns meses.
Dreyfus (1859 – 1935): oficial francês, que foi acusado de vender segredos militares à Alemanha. Foi rapidamente condenado por isto à prisão perpétua em uma ilha. Porém surgiram dúvidas quanto à certeza da acusação, e a discussão, que mobilizou a França, passou a girar em torno do fato dele ser judeu. Zola* escreveu um artigo o defendendo e foi processado por calúnia, teve que deixar o país. Posteriormente, o verdadeiro espião confessou e houve um novo julgamento. Foi novamente considerado culpado mas obtendo o perdão. Um tempo depois foi totalmente inocentado e reintegrado.
Dumas
à Dumont, Santos (1873 –1932): brasileiro, inventor, que viveu vários anos na França, onde conseguiu ser a 1a pessoa a fazer um avião voar com sucesso, em 1906. Era o 14-bis, que tinha este nome porque na fase de testes era lançado do seu Dirigível 14. Tinha esclerose múltipla, o que o afastou progressivamente da aviação. Aos 53 anos quis casar-se com uma jovem de 17, mas o pai (dela, claro) não deixou. Dois anos depois voltou definitivamente ao Brasil. Alguns anos depois, enforcou-se com uma gravata.
Dürer, Albrecht (1471 – 1528): grande nome do Renascimento* alemão. Famoso por seus trabalhos em gravuras. Dedicava-se mais aos temas religiosos, mas também por belas aquarelas de animais.
Existencialismo
Exposições Universais: glorificações ao progresso e ao homem realizadas desde 1851. V. “Idéia G – Torre Eiffel”.
Expressionismo: movimento dentro do modernismo*, que atingiu o ápice na Alemanha, de 1905 a 1920. Procuravam retratar mais sentimentos do que desenhar fielmente o mundo exterior, com o uso de cores muito fortes. O quadro “O grito”, de Edward Munch, é um exemplo. O maior expressionista, entretanto, foi Van Gogh.
Fauvismo: é uma espécie de intensificação do impressionismo*. V. “Idéia I –modernismo”.
Felipe Augusto: rei francês, iniciou a construção do Louvre. Das muralhas que construiu ainda existem resquícios em Paris. Seu maior inimigo era “Ricardo Coração de Leão”, rei da Inglaterra.
Fitz (1896 -1940)
Flamenga, arte: pintura, especialmente, feita na região onde hoje é a Holanda e áreas vizinhas, nos séculos XV e XVI, caracterizada pelo detalhismo, naturalismo e muitas cores. (Não confundir com “flamenco”, dança espanhola.)
Flaubert, Gustave (1821, 1880): romancista francês, autor de “Madame Bovary”. Foi então processado por “ofender a moral”.
Fra Angelico (1400 – 1455):pintor italiano. Era frade (na verdade, seu nome é outro, e este apelido significa “frade angélico”). Pintou temas religiosos, na época do Renascimento, com bastante técnica, especialmente em afrescos (pintura feita em paredes ou tetos, com a argamassa ainda úmida).
Futurismo: movimento artístico surgido na Itália em 1909. As obras demonstravam o fascínio exercido pelas máquinas, pela tecnologia, pela velocidade.
Gauguin, Paul (1848 – 1903): pintor francês, do pós-Impressionismo*. Passou a infância no Peru e, quando adulto, mudou-se para o Taiti, pois tinha sérias críticas à “civilização”. Pintava, assim, mitos das “terras primitivas”, assim como o povo destes locais. Passou também a usar cores muito fortes, “chapadas”. Foi acometido por doenças, pela pobreza e pela depressão, chegando a tentar o suicídio.
Gertrude (1874 – 1946)
Giotto (1476 – 1510): pintor italiano. Inovou ao pintar quadros pequenos para particulares. Foi um dos primeiros dar noções de espaço na pintura. Morreu precocemente de peste. Michelangelo foi muito influenciado por ele.
Guerra dos Cem Anos (1337 –1453): guerra entre França e Inglaterra. V. cap. “Um pouquinho de História”.
Guerra Franco-prussiana (1870 - 1871): havendo atritos entre a Prússia (Alemanha) e a França, o rei da Prússia envia um telegrama buscando for um fim ao conflito. O general prussiano Bismarck o adultera, e os dois países entram em conflito. Napoleão III foi capturado. Paris foi tomada, mas foi assinado um armistício (a festa da vitóra alemã foi humilhante: dentro do palácio de Versalhes). Parte da população não aceitou e iniciou-se a Comuna de Paris*, que acabou por pôr fim a esta guerra.
Guy de Maupassant (1850 – 1893): escritor francês, bem-sucedido em vida . Seu conto mais famoso talvez seja “Bola de cera”, sobre a vida de uma prostituta na Guerra* Franco Prussiana.
Haussmann (1809 – 1991): prefeito do Sena, responsável pela reurbanização de Paris, sob as ordens de Napoleão III. V. “Idéia E – Arco do triunfo e Champs-Elysées”.
Hemingway, Ernest (1898 – 1961): escritor americano. V. “Idéia J: entre-guerras”.
Henry Miller (1891 - ): escritor americano, que morava em Paris. Seu primeiro romance, “Trópico de Câncer”, foi publicado quando já tinha quase 50 anos, e relata suas experiências com as prostitutas francesas. Obteve sucesso e esc6andalo – apesar de tentar dar uma visão “sacra” à sexualidade. Autor também da trilogia “Sexus”, “Plexus” e “Nexus” e de “Sexo em Clichy”. Dizia que as prostitutas, ao venderem o corpo, só lhes restava a dimensão espiritual, por isto eram elevadas.
Iluminismo: período da Idade Moderna caracterizado por uma maior valorização da razão. V. cap. “Um pouquinho de História”.
Impressionismo: movimento artístico do fim do século XIX, que valorizava as luzes mais que as formas. Expoentes: Renoir, Monet. V. “Idéia E – Torre Eiffel, impressionismo).
Ingres, Jean-Auguste-Dominique (1780 – 1867): pintor francês, neoclássico (ver Classicismo*), que ganhou como prêmio uma viagem a Roma e por lá permaneceu 18 anos. Voltou aclamado para a França. Pintou temas religiosos, históricos, retratos e nus. Travou disputas estéticas com Delacroix*.
Jacques Offenbach
James Joyce (na verdade, Augustine Aloysius, 1882 - 1941)
Jim Morrinson
Joana d`Arc
Kandinsky (1866 – 1944): artista russo, que se naturalizou alemão e depois francês. Um dos grandes nomes da arte abstrata. Deu aulas na famosa escola de arte Bauhaus. Há uma história interessante: dizem que o pintor tomou real noção do poder da arte abstrata quando observava uma obra e nela captou “extraordinária beleza”, um “brilho intenso”. A obra era um próprio quadro seu, de cabeça para baixo, o que o mesmo não tinha percebido...
Klimt, Gustav (1862 – 1918): pintor austríaco, cujas obras mais famosas são pinturas femininas repletas de simbolismo e um erotismo sutil, com cores mistas, brilhantes. Morreu com apoplexia, onde há privação dos sentidos e dos movimentos.
Lacan (1901 – 1981): psicanalista francês. O mais famoso desde Freud, propunha um retorno crítico ao “mestre”. Seus “Seminários” eram bastante concorridos.
Lamartine, Alphonse de (1790 – 1869): poeta romântico francês. Nas suas obras pairavam a insatisfação e o lirismo.
Levy-Strauss, Claude (1908 - ): antropólogo, considerado francês, nasceu em Bruxelas (Bélgica). Em uma missão cultural, veio ao Brasil, indo parar até na Floresta Amazônica, viagem que resultou no livro “Tristes Trópicos”, vários anos depois.
Luís XIV (
Luís XVI: (1754 - 1793): o rei francês decapitado na Revolução*. V. cap. “Um pouquinho de História” e “Idéia D - guilhotina”.
Magritte, René (1898 – 1967): pintor belga, um dos mais importantes do surrealismo*.
Maioll, Aristide (1861 – 1944): escultor (e também pintor) francês, de linha mais clássica*.
Marcuse
Maria Antonieta (1755 – 1793): rainha da França esposa de Luís XVI. Foi guilhotinada na Revolução*. V. cap. “Um pouquinho de História” e “Idéia D - guilhotina”.
Marquês de Sade (1740 – 1814): famoso por seus escritos eróticos e “perversos”, foi parar na cadeia. Sua “filosofia” é que nem Deus ou a Moral devam guiar a vida de uma pessoa, apenas a realização dos instintos, incluindo aí o homossexualismo, o incesto etc.
Matisse (1869 – 1954): artista francês. Utilizava bastante as cores primárias, fortes. Com um grupo de artistas semelhantes, receberam o nome de fauvistas (derivado de fauve, que significa tanto “avermelhado” como “fera”). Contemporâneo de Picasso*, acabou sendo ofuscado por este.
Mauraulx
Michelangelo (1475 – 1564): italiano, um dos mestres do Renascimento*. Era pintor, escultor, arquiteto. Foi influenciado por Giotto*, e a lista dos que influenciou é quase interminável. Esculpiu a “pietá”, uma das esculturas mais famosas do mundo, assim como seu “David”. Foi o responsável pelo teto da Capela Sistina, no Vaticano, assim como pela construção da catedralde São Pedro.
Miró (1893 – 1983): artista espanhol, que aos 26 anos mudou-se para Paris. Participou do movimento surrealista (1924), e suas obras contiinham apenas cores, e curvas, sem figuras definidas. Aos 47 anos voltou para a Espanha.
Modernismo: termo amplo, que engloba as artes e o pensamento do final do século XIX e início do século XX. Engloba o cubismo (v. “Idéia I”), o surrealismo* (“v. também Idéia M”), o dadaísmo*, o expressionismo* e o futurismo*.
Modigliani (1884 –1920): pintor e escultor italiano, devotava-se ao nu feminino, com rostos angulosos. Morou os últimos 6 anos de vida em Paris, morrendo cedo, aos 34, de tuberculose. Após isto sua namorada suicidou.
Molière (1622 – 1673): dramaturgo francês. Suas peças satirizavam as pequenas futilidades humanas, como “As mulheres eruditas” e “O doente imaginário”. Por tocar na hipocrisia religiosa, desagradou à Igreja.
Monet (1840 – 1926): pintor francês impressionista*. V. “Idéia G – Torre Eiffel, impressionismo).
Moreau
Munch, Edvard (1863 – 1944): pintor norueguês. Morou parte da vida em Paris. Seu quadro mais famoso é “O grito”, roubado, no museu Munch, na Noruega, em 2004 (juntamente com o quadro “A Madona”), de uma forma pitoresca: dois homens mascarados entraram no museu e levaram o quadro. Depois disto, foi lançado até um jogo, “O Mistério d`O Grito”, colocado à venda no próprio Museu...
Musset, Alfred de (1810 – 1857): poeta e romancista francês, da linha do Romantismo*.
Naïf
Napoleão Bonaparte (1769 – 1821): sua figura com a mão dentro do uniforme é amplamente conhecida (em “piadas de loucos”, classicamente o “louco” acredita ser Napoleão – creio que esta tradição seja conseqüência do seguinte fato: a Psiquiatria se desenvolveu, primeiramente, na França, à partir do século XVII. Deveria ser comum, então, após o aparecimento de sua figura, que os “loucos”, em seus delírios de grandeza, acrediassem ser Napoleão. E estes casos devem ter sido bastante descritos pelos psiquiatras franceses. Assim, ficou o costume). Aos 26 anos, já era general em guerras de conquistas. Tentou tomar a região do Egito, para atrapalhar as rotas britânicas, mas perdeu, porém sua braveza foi reconhecida. De volta à França, participou da queda da Primeira República, foi eleito primeiro-cônsul, em1799, e seu mandato deveria durar 10 anos. Saneou as finaças do país, organizou as leis, criou o franco (que só foi substituído recentemente pelo euro). Em 1804, com seu sucesso, seu cargo foi transformado em vitalício. Alguns meses depois, em um plebiscito, virou Imperador. Em dezembro de 1804 foi coroado na Notre-Dame. Carlos Magno, mil anos antes, é quem foi ao papa procurando ser abençoado. Já Napoleão não apenas trouxe o Papa à cerimônia como o fez aguardar 3 horas. Entrou em várias guerras, e tornou a França o maior poder da Europa. Porém com os revéses, ao perder uma batalha para a Inglaterra caiu do poder, foi exilado (1814). Reorganizou um exército, retomou o poder, mas ficou apenas 100 dias no poder, ao perder em Waterloo (1815). (v. também cap. “Um pouquinho de História”) O leilão do pênis de Napoleão: segundo um escritor americano, o pênis de Napoleão foi amputado de seu corpo, antes de seu enterro. Um professor de uma universidade americana confirmou (?) que guarda a relíquia. Diz a lenda que foi seu médico, cansado dos insultos, que fez a “cirurgia”, como “vingança”, após sua morte.
Napoleão III (1808 – 1873): sobrinho de Napoleão Bonaparte. Com a derrota deste, foi parar em exílio na Suíça. Com a morte do filho deste, que tinha sido coroado rei de Roma – morte precoce, apenas com 21 anos, Napoleão III passou a ser o candidato direto ao trono da França. Tentou depor o rei, duas vezes. Uma foi deportado para os EUA, na segunda teve que fugir (foi para a Inglaterra), disfarçado de pedreiro. (v. também cap. “Um pouquinho de História”). Em 1848*, com a queda da monarquia, é eleito presidente, e segue os caminhos do tio: primeiro-cônsul, Imperador (não eleito, mas por golpe), a queda após uma derrota em batalha (1870), o exílio até a morte.
Nijinsky
Nouvelle Vague
Oscar Wilde
Pascal (1623 – 1662): físico e filósofo. Inventou vários aparelhos, como a prensa hidráulica e uma calculadora mecânica. Mais tarde, envolveu-se em questões religiosas, defendendo o intuitivismo, pelo qual Deus pode ser intuído pelo “coração”, sem necessidade da razão.
à Piaf, Edith (1915 - 1963): cantora francesa de muito sucesso no pós-guerra (“La vie en rose”, “Je ne regrette rien”- gravada recentemente por Cássia Eller). Por sua voz é que escolheram dar-lhe o nome artístico de “Piaf”(passarinho). De vida amorosa atribulada, morreu precocemente, vítima do alcoolismo e do vício em morfina. Sepultada no Père Lachese.
Picasso, Pablo (1881 – 1973): artista espanhol, que se naturalizou francês, após ter mudado para Paris com 19 anos. Revolucionou a pintura no século XX, com suas representações fragmentadas, movimento que recebeu o nome de cubismo. Nas telas, figuras superpostas representavam todos os lados de um objeto ou uma pessoa, inclusive os que não se veriam em uma pintura ou fotografia comuns.
Pollock (1912 – 1956): artista americano, famoso por jogar a tinta em grandes telas no chão, com gestos dramáticos e vigorosos, após o que esparramava com espátulas (técnica que recebeu o nome de action painting). Dizia que suas obras nõa eram, entretanto, nascidas do acaso, mas expressavam um sentimento.
Proust, Marcel (1871 – 1922): escritor francês, autor de uma das obras consideradas mais importantes, hoje, da literatura universal: a série “Em busca do tempo perdido”, um relato autobiográfico enorme, recheado de reminiscências. É especialmente famoso o trecho que o autor se lembra das “madeleines”, bolinhos franceses.
Racine
Rembrandt (1606 – 1669): o maior pintor que a Holanda já teve. Pinturas religiosas escuras, profundas, assim como uma infinidade de auto-retratos no decorrer da vida.
Renoir (1841 – 1919): pintor francês impressionista*. V. “Idéia G – Torre Eiffel, impressionismo).
Renascimento: movimento de reavivamento cultural que se seguiu à Idade Média, iniciado na Itália, no século XIV, e que se espalhou pela Europa, atingindo o ápice no século XVI. Visava-se restaurar, no campo artístico, o classicismo. Acreditava-se no poder e na liberdade humana. Destaques do período: Giotto*, Michelangelo, da Vinci*, (v. também cap. “Um pouquinho de História”)
Revolução Francesa: v. cap. “Um pouquinho de História”.
Rintintin
Rodin, Auguste (1840 –1917): escultor francês, amante de Camile* Claudel. V. “Idéia H: Rodin e Claudel”.
Romantismo: movimento artístico (ou seja, envolvia a pintura, as letras etc.) que surgou como contraponto ao modo “científico” de se fazer arte no Renascimento*, e que teve seu apogeu no início do século XIV. Pregava a expressão sentimental, autêntica, o que desembocava na originalidade.
Rousseau (1712 – 1778): filósofo francês da época do Iluminismo, defendia a liberdade humana. Criticava a propriedade privada (para ele, a fonte das infelicidades humanas). Defendia o voto popular. Sobre o ser humano, acreditava que este nascia bom, mas a sociedade o corrompia. Pregava que o sentimento era mais importante que a razão. Obra significativa: “Contrato social”.
Rubens, Petrus Paulus (1577 – 1640): pintor flamengo*, maior nome do barroco* do norte da Europa, nascido onde hoje é a Alemanha. Pintava vários temas, e era bastante requisitado. Influenciou muitos artisitas.
Sartre, Jean-Paul (1905 - 1980): filósofo francês. V. “Idéia J: existencialismo”
Seurat, Georges (1859 – 1891): pintor francês, considerado representante do pós-Impressionismo*. Fazia uma pintura extremamente “matemática”, tendo desenvolvido o Pontilhismo, técnica que consiste em aplicar minúsculos pontos de tinta de diferentes cores à tela, de modo que, à distância, formem uma figura nítida. Pela ificuldade do método, levava meses para cocluir um quadro. Como morreu precocemente, tem poucas obras. Seu quadro mais famoso é “Domigo de verão na Grande Jatte”.
Simone de Beauvoir (1908 – 1986): pensadora e romancista francesa, notória por seu prolongado romance aberto com Sartre*, e por sua visão feminista, expressa em “O segundo sexo”.
Sisley (1839 – 1899): pintor inglês (que vivia em Paris) impressionista*. V. “Idéia G – Torre Eiffel, impressionismo).
Surrealismo: movimento artístico do início do século XX, surgido na França, que tentava trazer as imagens estranhas e bizarras do subconsciente e do inconsciente à tona. Destacam-se o escritor Breton*, os pintores Salvador Dali* e Magritte*, e alguns cineastas.
Trffaut
Utrillo: filho ilegítimo de uma das modelos que servia à Renoir*, Degas* e Toulouse-Lautrec*, abusava de álcool e drogas. Sua mãe o convenceu a pintar. Retratou bastante Montmartre, caracteristicamente em tons “leitosos”.
Válery
Van Gogh, Vincent (1853 – 1890): pintor holandês, expoente do período pós Impressionismo*. Em cerca de 10 anos, pintou por volta de 800 quadros. Mas, em vida, conseguiu vender apenas 1! Sua obra é marcado por traós firmes e cores vibrantes. Morou em Paris por um período, depois foi para o sul da França. O pintor Paul Gauguin passou uma época com ele, mas, como Van Goch tinha problemas mentais, acabavam brigando muito, o que levou o pintor holandês a cortar a própra orelha. Nos últimos 70 dias de vida, estava especialmente produtivo, tendo realizado 70 obras. Então, suicidou-se com um tiro
Van Eyck (1390 – 1441): pintor flamengo. Realismo exarcebado. Aplicando o óleo de linhaça e o verniz sobre suas telas, é considerado o “inventor da pintura à óleo”
Vermeer, Johannes (ou Jan) (1632 – 1675): pintor holandês. Retratava cenas domésticas. Não teve muito sucesso em vida, e são conhecidas poucas telas suas.
Victor Hugo (1802 – 1885): escritor francês (autor de “Notre-Dame de Paris” – com a história do corcunda Quasímodo- e “Os miseráveis”, entre outros). Reputadíssimo também como poeta. Mas teve a vida um pouco atribulada: seu irmão era apaixonado em sua esposa – o irmão acabou no hospício, a esposa nos braços de um crítico literário amigo do escritor. Uma filha (Adéle) morreu afogada e outra esquizofrênica (O filme “A história de Adéle H.”, com Isabelle Adjani é sobre ela).
Voltaire (1694 – 1778): teórico político do Iluminismo, defendia a “monarquia esclarecida”, uma espécie de governo baseado na razão, na filosofia. Criticava bastante a Igreja. Defendia arduamente o direito à liberdade de expressão: “Não concordo com uma única palavra de que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo”. Obra significativa: “Cândido”, romance bastante irônico.
Wagner
Watteau, Jean-Antoine (1684 – 1721): pintor francês, costumava pintar “fêtes galantes” (jovens bm vestidos, em paisagens). Famoso por seu desprendimento em relação ao dinheiro, certa vez trocou dois quadros por uma peruca. Morreu jovem, de tuberculose.
Yves Montand
Zola, Émile (1840 –1902): romancista francês, nos seus livros aparece o naturalismo, , onde o comportamento humano é explicado através de fatores hereditários e sociais. Escreveu uma série de 20 romances que retratam 5 gerações de uma família, o mais conhecido talvez seja “Germinal”. Ao defender Dreyfus*, militar acusado de espionagem, no famoso artigo de primeira página “J`accuse”, teve que passar um ano exilado.


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