histórias de serial killers e análises

BIBLIOGRAFIA COMENTADA

Comentamos sobre as principais fontes consultas para que o leitor possa escolher melhor quais fontes consultar para complementar seus estudos.


A filosofia do viajar
· De Botton, Alain. A arte de viajar Rio de Janeiro: Rocco, 2003.
Botton é um filósofo. Neste livro, reflete sobre porque viajamos, a razão as frustrações em viagens, o encontro com a Imensidão etc. Um ótimo livro para aqueles que gostam de pensar.
· Les écrivains voyageurs (revue Magazine Littéraire) Paris : junho de 2004.
Uma revista de literatura, em francês. Neste número, 48 páginas de reportagens sobre escritores-viajantes (ou vice-versa...), e suas obras.


Relato de viagens
· Sabino, Fernando. De cabeça para baixo Rio de Janeiro: Record, 1989.
O escritor brasileiro, falecido recentemente, relata várias de suas viagens pelo mundo, em textos bem-humorados.
· Scliar, Moacyr. Dicionário do viajante insólito Porto Alegre: L&PM Pocket, 2003.
Outro grande escritor brasileiro relatando suas viagens, em textos bem-humorados, mas mais curtos. Ao pé de cada página, uma citação de algum outro autor, sobre viagens.


Planejamento de viagens
· Freire, Ricardo. Viaje na viagem São Paulo: Arx, 1998.
O subtítulo do livro é “Auto-ajuda para turistas”. São mais de 300 páginas, falando detalhadamente da organização de uma viagem.Comenta também sobre várias cidades. Especialmente bom para quem planeja uma viagem mais prolongada.


Guia sobre várias cidades
· Souza, Jorge de. O mundo é um barato São Paulo: Editora Panda, 2002.
Uma coletânea de dicas “legais e econômicas” sobre 27 cidades de todo o mundo. Bom para quem fará um roteiro que passará por algumas destas cidades.


Guia sobre a França
· Publifolha. França – Guia visual Folha de São Paulo São Paulo: Publifolha, 1996 (4ª edição: 2003).
(Comentado após todas as referências, pois farei um comentário geral sobre guias da França e Paris.)
· Várias reportagens em revistas mensais sobre a França e Paris.
Ninguém deve preparar-se para uma viagem com base em uma reportagem. Estas revistas são boas, alguns meses antes da viagem, para “abrir o apetite”, pela beleza das fotos e porque geralmente só falam dos aspectos bons dos locais.


Guias especiais sobre Paris
· Trouilleux, Rodolphe. Paris insólita e misteriosa Rio de Janeiro: Record, 1998.
Livro essencial ao flanêur. Em cada página (quase 200), uma foto e um relato sobre locais que foram palco de alguma pequena curiosidade na história de Paris. Poderíamos chama-lo, talvez, de “um guia para o turismo microscópico”. Interessante mesmo para quem não viajará a Paris...
· Crepaldi, Iara. Os endereços curiosos de Paris São Paulo: Editora Panda, 2003.
Muitos endereços realmente curiosos (como um bar com confessionário, ou o cinema interativo), mas a maioria das indicações é, na verdade, de serviços inusualmente não indicados em outros guias (escaladas, loja de bonsai, piscinas, pista de patinação etc etc etc...)
· Júnior, Wilson. Paris para pão-duro (edição do autor).
Livro comumente encontrado à venda em agências de viagens, não traz tantas dicas econômicas assim como promete o título. Mais infomações em www.parisparapaoduro.hpg.com.br.
· Soufflard, Thierry Ou s`embrasser a Paris Parigramme, 2004.
“Onde beijar em Paris”. Em francês. Não ensina onde arrumar namoradas, especificamente, mas fala, sim, dos locais mais românticos ou esquisitos para aventuras sensuais.
Em Paris encontra-se vários tipos de guias especializados, como este.


Reflexões sobre Paris
· White, Edmund. O flanêur: um passeio pelos paradoxos de Paris São Paulo: Companhia das Letras: 2001.
Na verdade, é um livro mais histórico que sobre a flanerie. O autor comenta sobre a história relacionada a vários quartier, como os dos judeus, os dos negros etc.


História da França
· Le Brun, Charles Dictionnaire encyclopédique de l`histoire de France Maxi Poche, 2003.
Em francês, um dicionário organizado à moda na “Enciclopédia” deste nosso guia, mas que trata mais de temas históricos. Para estudar-se a história francesa, seria mlhor um livro menos fragmentado.


Enciclopédia geral
· Nova Enciclopédia Ilustrada Folha Folha da Manhã S. A., 1996.
Uma boa enciclopédia é sempre uma boa fonte de consulta histórica. Esta reúne “o melhor da larousse, Cambridge, Oxford e Webster”. A verdade é que, quanto mais fontes se consulta, mais detalhes históricos descobre-se sobre qualquer assunto.
· http://fr.wikipedia.org
Na internet, é a maior “enciclopédia aberta” - ou seja, os próprios internautas completam os verbetes (isto pode causar erros nos dados). Acesso gratuito. Neste endereço, em francês. Em português (contém menos verbetes preenchidos sobre dados históricos franceses): http://pt.wikipedia.org.


Sobre arte
· Cumming, Robert Para entender a arte Editora Ática.
Explica vários quadros e movimentos famosos.
· O livro da arte Martins Fontes, 1996.
Em 500 páginas, um quadro de um artista em cada página, com breve descrição de sua importância.
· Bayle, Françoise Orsay – guide de visite Versailles : Artlys, 2002.
Guia vendido dentro do museu, em várias línguas, é um interessante souvenir do mesmo, mas traz também muitas informações sobre o Impressionismo.
· Berthon, Laurence Musée Picasso Éditions de la Réunion des musées nationaux, 2003.
Pequeno guia encontrável no museu, faz um apanhado interessante sobre a vida e obra do pintor.
· Centre Pompidou Centre de création industrielle.
No museu, folhetos doados ao visitante (é necessário solicitá-los), que contam a história de vários movimentos artísticos representados na instituição.
· http://www.edukbr.com.br/artemanhas/vida1.asp e
· http://www.portalartes.com.br/portal/default.asp
Muitas biografias de artistas. Em português. O primeiro site é mais fácil para a navegação.
· Vários artigos de revistas e jornais, sobre arte.


Outros
· Vários autores. A herança francesa (revista História Viva, Ed. Especial temática n. 9) Duetto editorial.
Revista brasileira, analisando em várias reportagens as relações Brasil-França no decorrer dos séculos. Destaque para as reportagens “Brasileiros na França: entre a saudade e o diálogo literário” e “Filósofos viajantes”.
· Yacubian, Elza Márcia Targas Arte, poder e epilepsia São Paulo: Lemos editorial, 2003.
Analisa a vida de personalidades supostamente epiléticas. Entre elas, Van Gogh, Napoleão e Flaubert.
· Internet
Sem dúvidas, a rede é hoje a grande fonte de pesquisa para uma grande quantidade de pessoas. A praticidade e a grande quantidade de informações, contudo, debatem-se com a falta de confiabilidade de vários sites (especialmente os pequenos ou não especializados) e com a redução do tamanho das informações (um livro informa bem mais que uma página).
Apesar das ressalvas, muitas das informações deste guia vieram de diversas fontes on-line. Como, na maioria das vezes, apenas uma ou outra informação de cada site servia ao propósito do guia, não citamos nominalmente estas inúmeras fontes.



Sobre guias


Tenho falado, ao longo deste livro, sobre a distorção que os guias “clássicos” proporcionam a quem os lê. Este assunto foi comentado no Prefácio e no capítulo introdutório às Idéias, e a tentativa de corrigir tal deformação feita por tais guias é o que é feito ao longo de toda a parte “Mitos e verdades”.
Já comentei também que a maioria dos guias tradicionais traz uma longa lista de hotéis e restaurantes, e que isto, na prática, será praticamente inútil ao viajante. E que as informações sobre as atrações são fragmentadas, ou seja, não há uma visão histórica contínua, ao contrário do que tentamos fazer aqui.
São, portanto, bons guias para os turistas também “clássicos”, “tradicionais”, ou melhor dizendo, “comuns”. Trazem, muitas vezes, uma infinidade de fotos, o que os torna bastante bonitos, mas, com isto, esvaziam-se de conteúdo crítico.
Outro problema, a meu ver, é a falta de critérios. Às vezes uma atração de pouco interesse recebe tanto espaço quanto uma bem mais rica, mais instigante.

Acredito que o leitor que tenha se identificado deste nosso guia não precisará adquirir um guia comum.

Durante o processo de escrever este livro, sempre tive um certo receio de chama-lo de “guia”. Acho que porque não fiquei dando os endereços exatinhos das atrações turísticas, horários de funcionamento, este tipo de informação. Mas será que podemos chamar de guia apenas os livros que possuem este formato? Será que posso, finalmente, chama-lo de “guia”?
Enfim... o que importa isto? O que me interessa é que foi um prazer faze-lo, assim como foi viajar, e espero poder ainda escrever (e compartilhar) outros livros assim, sobre outras cidades tão ou mais interessantes que Paris.

Mas... é chegada a hora de fechar o volume... e partir!


Bon voyage!

Fernando César,
fevereiro de 2004 a janeiro de 2006.

Goiânia – Paris – Goiânia








BIBLIOGRAFIA

Para o flâneur, para quem gosta do exótico, para quem gostou deste guia, acho que outros 3 livros são realmente indispensáveis (e que, inegavelmente, foram de grande valia na construção do meu guia):
* O flâneur – um passeio pelos paradoxos de Paris – Edmund White, Companhia das Letras, 2001. Parte da coleção “O escritor e a cidade”, discorre sobre a história de alguns bairros da cidade, tratando especialmente da história dos judeus, dos negros, dos gays e da realeza, além de algumas reflexões sobre o próprio ato de flanar.
* Os endereços curiosos de Paris – Iara Crepaldi, Panda Books, 2003. Não é um guia histórico, mas de estabelecimentos de serviços incomuns. São cerca de 430 endereços. Alguns estão no meu guia, mas não todos. Para as mulheres, por exemplo, endereços da moda. Endereços também para os gays, para as crianças, para os esportistas, para os religiosos, etc.
* Paris insólita e misteriosa – Rodolphe Trouilleux, Ed. Record, 1998. Existe uma coleção de livros que trata de cada arrondissement de Paris. Esta coleção esta na bibliografia utilizada na composição deste livro. Ou seja, ele é o supra-sumo dos endereços históricos pitorescos. Trata de pequenas coisas, como villas dentro da cidade, fachadas, jardins, pequenas igrejas, etc.

Para as atrações turísticas, consultei vários guias e sites, sendo todos bastante semelhantes no conteúdo. Acabei utilizando mais o Guia Visual da Folha.
Entre os sites, o do Office de Tourisme http://www.paris-touristoffice.com foi o que mais usei.


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